Quarta, 16 de setembro de 2026
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Foto : Ivã Schuster
Fatos-Notícias / 15/09/2026
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Da Redação

Inédito: Alta Floresta faz levantamento populacional de macacos em áreas urbanas

Alta Floresta (MT) concluiu as etapas de campo do seu primeiro censo de primatas urbanos. Com fragmentos de Floresta Amazônica dentro da cidade, o município abriga populações de macacos que interagem frequentemente com a comunidade local. O levantamento é uma iniciativa do Projeto Reconecta em parceria com a Unemat, UFV e UFPA, e passará a ser realizado anualmente.

Metodologia e espécies encontradas

A pesquisa durou cinco dias em quatro áreas florestais urbanas e periurbanas (Reserva Surucuá, Fazenda Anacã, Parque Zoobotânico e Refúgio dos Padres). Para contagem dos animais, a equipe combinou duas estratégias: a observação direta em trilhas e o uso de drones com câmeras térmicas.

Todas as seis espécies de primatas previstas para a região foram identificadas:

Bugio-vermelho (Alouatta puruensis)

Macaco-aranha (Ateles chamek)

Macaco-prego (Sapajus apella)

Mico-de-Schneider (Mico schneideri)

Macaco-da-noite (Aotus azarae)

Zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plecturocebus grovesi)

Aplicação prática dos dados

Os dados mapearam quantidade, dieta, localização e comportamento dos grupos. Segundo a coordenação do Projeto Reconecta, os resultados orientarão medidas concretas de conservação, como:

Instalação de novas pontes artificiais para fauna;

Criação de corredores ecológicos e áreas de reflorestamento;

Ações do programa Alta Floresta Não Atropela;

Continuidade de pesquisas acadêmicas pela Unemat.

Conscientização comunitária

A proximidade da fauna com a população motivou a prefeitura a lançar a campanha "Alta Floresta não alimenta animais silvestres". A gestão municipal alerta que oferecer restos de comida ou alimentos industrializados transmite doenças, altera o comportamento natural dos primatas e prejudica a saúde dos animais a longo prazo

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